sábado, 16 de abril de 2011

Formação II parte

São palavras fortes e não foram ditas, certamente, sem uma grande reflexão, e desde então tem repercutido bastante a expressão “cultura de pentecostes”, entretanto, eu acho que ainda nem chegamos perto do que pode vir a ser tal coisa. Vemos por aí muitos tipos de culturas, e muitas têm sacudido a sociedade com suas mensagens. Há uma cultura sensualista embutida em diversas expressões artísticas. Há a cultura da rebeldia e da contestação, que se manifesta de diversas formas, e não há muito tempo em que a víamos na forma de músicas de protesto às ditaduras que dominavam parte do Continente Americano, como também às posturas políticas de diversos outros países. Também nos acostumamos vê-la em muitas outras tendências e movimentos, tais como o Rock and roll, os Punkies e outros em que também se percebe expressar-se a contestação e a rebeldia. Não vamos agora partir para listas e análises das diversas tendências e movimentos, basta dizer que temos nos acostumado com diversos tipos de cultura que se manifestam sob as mais variadas formas, porém, é ainda tímida e precisamos ver agigantar-se e tomar contornos mais nítidos a cultura de pentecostes.
Não sei se me engano, mas ao menos no Estado em que resido, parece-me poder afirmar que expressões artísticas que se baseiam na espiritualidade de pentecostes têm sido mais fortemente veiculadas por meio dos Evangélicos. Inclusive, tenho notado também a força de suas músicas e de suas formas de expressão crescendo também entre os católicos. Não quero instigar aquele tipo de debate, já um tanto desgastado: devemos ou não utilizar de músicas evangélicas nos Grupos de Oração e em missas? Mas quero sim motivar os irmãos que, como eu, atuam junto ao Ministério de Música e Artes da RCC a deixarmos ecoar fortemente as palavras do Papa: Assim, ajudareis a fazer que tome forma àquela "cultura do Pentecostes", a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Eis aí a missão da RCC, contribuir para que tome forma essa cultura, e a nossa parte é fazer isso por meio das expressões artísticas.
“Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: "Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!". Esta última parte da fala do Papa contém o elemento fundamental para que essa cultura tome forma: a invocação contínua ao Santo Espírito. Muitas vezes, tenho visto pessoas dizendo: ah, parece que se fala sempre da mesma coisa, deveria se falar de outros assuntos também. Dizem isso em relação às mensagens que se passam através de músicas e outras expressões, como também através de palestras e livros, etc. Bem, creio que podemos falar de tudo, mas nunca podemos deixar de insistir fervorosamente, e nem nos cansar de clamar continuamente: vem Espírito Santo! Caso passemos a tratar a música e arte que fazemos na RCC de outra forma que não seja como forma de invocação contínua à presença e força do Espírito Santo, estaremos abrindo mão da nossa missão específica, e que por meio dessas palavras vemos ser reconhecida assim pela Igreja: a de tornar conhecido e amado o Santo Espírito.

Na Igreja há muitos serviços e missões, e muitos são originados por antigas espiritualidades. A nossa espiritualidade é pentecostal e o nosso serviço e missão primordial é tornar o Espírito Santo cada vez mais conhecido e amado. Na RCC realiza-se isso sob muitas formas de serviços, o que também denominamos de Ministérios; o nosso Ministério é tornar mais conhecido e amado o Espírito Santo por meio das expressões artísticas; e estaremos atingindo nossa meta sempre que formos fiéis a nossa espiritualidade. Podemos variar estilos e podemos tratar de muitos assuntos em nossas músicas e em nossas manifestações artísticas, mas não podemos nunca nos cansar de clamar sempre mais: vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem! Vem! Vem! ...

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