DEIXAR DEUS FAZER O NOVO NO NOSSO MINISTÉRIO:
Passos para o Discernimento Carismático
É muito significativo, o fato de que entre nós da Renovação Carismática,
algumas expressões, quer por sua repetição, quer pela necessidade que sentimos de
afirmá-las e reafirmá-las, vão ganhando caráter de profecia. Acreditamos nelas e
perseguimos a sua concretização como se expressassem a vontade de Deus para nós.
Particularmente, não vejo nenhum mal nisso, desde que se tenham os devidos cuidados
de verificar sua autenticidade à luz do Magistério e da Tradição da Igreja, bem como,
das Sagradas Escrituras. Contudo, há de se constatar com tristeza que, embora
repitamos frases de efeito, palavras de [ordem] e [chavões carismáticos], nem sempre,
procuramos praticar aquilo que nossos lábios expressam, e isso é muito grave,
principalmente, quando se tratam de profecias autênticas e ordens vindas do Senhor.
Em nossos encontros, inúmeras vezes temos a impressão de estar ouvindo o
próprio Deus falar, tal é o poder que a Palavra proclamada possui, no entanto, se há
tanta desordem entre nós, e se os problemas se avolumam cada vez mais, há de se
refletir o que precisa ser feito para que o Senhor seja obedecido e amado entre nós.
Jesus nos diz que
ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestarme-
ei a ele].
Há muito tempo uma profecia vem se repetindo no Ministério de Música e
Artes da RCC. É a que diz
ainda
expressão mais profunda da vontade de Deus para o Ministério nestes tempos, mas,
corremos o risco de desobedecer ao Senhor, tornando esta profecia infrutífera, por não
pararmos para refletir sobre ela e, conseqüentemente, não abrirmos o nosso coração para
que a vontade do Senhor se concretize em nosso meio.
Ao avaliarmos a situação dos diversos ministérios em nossas dioceses, é
possível perceber uma procura frenética pela concretização dos anseios e projetos de
seus membros sem uma sincera busca pela escuta do Senhor e da Sua soberana vontade.
Agimos como se pudéssemos discutir com o Mestre a respeito do que seria [conveniente
ou não] para a missão que temos a desenvolver, e assim, nos esquecemos do princípio
bíblico de que
Imaginemos, pois, que possamos marcar um encontro com Jesus para
discutir sobre o que seria conveniente fazer ou não fazer na Sua obra. E mais, como
seria, questionar o Senhor a respeito da aplicabilidade das suas ordenanças em relação
ao nosso ministério? Isso é hipotético e tremendamente absurdo! Jesus é o Senhor da
Obra e a Sua vontade é inquestionável. Não que ele seja um déspota, um ditador, um
governo totalitário e sim, porque Ele é Deus.
Muito se fala em deixar Deus fazer o novo no nosso ministério. Muito se
fala em abrir mão dos projetos pessoais para que a vontade de Deus prevaleça mas, na
prática, os interesses pessoais, os sonhos de fazer sucesso, a vontade de atingir a fama e
a vaidade de ser reconhecido, acabam atrapalhando a direção divina da missão e assim,
vamos imprimindo uma direção humana ao serviço, com aparência de divindade. Ao
invés de orarmos para planejar as ações, planejamos e depois, vamos orar para que Deus
concorde com o que decidimos.
Se formos mais além na sinceridade do nosso exame de consciência
ministerial, iremos constatar claramente que, a maioria das confusões que enfrentamos
em nosso meio, advém do fato de que queremos manter a nossa opinião acima daqueles
que questionam nosso projetos. Se alguém chega e questiona nossa postura e diz que,
talvez não seja do agrado do Senhor tais posturas ou objetivos, logo nos melindramos e
tentamos desqualificar o irmão que nos critica, na tentativa de salvaguardar nossos
antigos projetos e ideais para o ministério, que acabam atrapalhando o sonho de Deus
para as nossas vidas e para a vida de todos aqueles que o Senhor quer salvar graças ao
nosso apostolado.
Não tem como Deus fazer o novo, quando as estruturas velhas ainda estão
bem firmadas. Faz-se necessário, portanto, deixar o velho cair por completo, a fim de,
afirmar a vontade do Senhor, que é sempre nova, naquilo que almejamos fazer para Ele.
O próprio Senhor nos ensina que
fizer, o vinho os arrebentará e perder-se-á juntamente com os odres mas para
vinho novo, odres novos]
No meu primeiro ano como coordenador do ministério estadual, na missão
em determinada diocese, uma profecia se fez ouvir e dizia: [Eu vou restaurar vossos
ministérios, não da maneira como imaginais, mas do meu jeito e com as pessoas que Eu
escolhi]. Nesse mesmo dia, durante uma oração com determinado irmão, surgiu outra
profecia: [Se vocês orarem, eu irei à frente de vocês, aos lugares por onde devereis ir. E
mesmo que não possais ir, pela oração, vereis as coisas acontecendo, pois, estarei
agindo por meio de vós que estareis vigilantes em oração].
Acreditar nessas profecias exige muito de cada um de nós. Exige abrir mão
dos projetos pessoais quando pensamos estar fazendo a coisa certa; exige orar muito
mais do que estamos orando; renunciar a alguns apegos humanos que atrapalham a
visão do Senhor para nossa missão; escolher as pessoas certas para o serviço; corrigir os
excessos com clareza e firmeza na Palavra de Deus. Para deixar Deus fazer o novo, é
preciso estar firme na escuta e obediência à Palavra de Deus.
É natural que sonhemos, tenhamos projetos, desejemos ser vitoriosos em
nossas ações, contudo, Deus não pode ser esquecido. Ele é o Senhor de tudo e a nossa
prática deve ser conforme àquilo que Ele deseja que façamos. Isso significa, dentre
outras coisas, fazer perguntas simples e escutar as respostas, por exemplo: Senhor, tu
queres que eu vá até àquela comunidade evangelizar? Qual música o Seu Espírito
sugere para a oração de hoje à noite? O Senhor está concorde com a realização daquele
show de evangelização? Este irmão, que sabe tocar e cantar, deve ser convidado para
integrar o nosso ministério? O que precisa ser feito para resolver este problema?
Muitos irmãos acabam errando a rota, por acreditar que, desde que a
intenção seja boa, isto é, desde que se procure evangelizar, tudo é válido mas, na
realidade, o discernimento exige saber o que Deus quer, quando Ele quer e como Ele
quer.
Pensemos nisso e abramos nossas mentes e corações para fazer a vontade do
Senhor.
[Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me(Jo 14,21)[é preciso deixar Deus fazer o novo no nosso ministério!] ou[é preciso deixar Deus agir naquilo que já sabemos fazer!]. Essa é, sem dúvida, a[Importa obedecer antes a Deus do que aos homens]. (At 5,29)[E ninguém põe vinho novo em odres velhos; se o. (Mc 2,22)Edson Peixoto Andrade
Coord. Ministério de Música e Artes da RCC BA
M
www.inistério de Música e Artes – RCC BRASILMusicaeArtesRCC.com
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